Ao longo de muitos anos presenciamos como as tecnologias nos cercam, assim como os benefícios gerados por estas. É notória a praticidade do mundo moderno assim como facilidade por informações. Já se imaginaram sem um telefone ou uma televisão? Como isso transformou sua vida? Lembra daquele celular pesado ou da TV sem controle (sim, existiu)?

Algumas gerações nem sabem, mas as empresas procuravam pessoas que tinham conhecimento com “datilografia”, “digitadores”. Acho um pouco complicado encontrar alguém com essa função ainda na ativa.

Partindo para o cenário das empresas, constatamos diversos ciclos ou até mesmo estágios de maturidades:

  • Nas pequenas empresas ou no começo de muitas utilizam as famosas planilhas, documentos, até mesmo pequenos sistemas isolados. O lado operacional é o foco principal deste estágio pois precisamos ter “controle”, gerar dados sobre o que acontece. Timidamente são gerados gráficos que ajudam mesmo que limitados. Perguntas simples começam a serem respondidas:
    • Quando foi feita a venda X?
    • Qual vendedor fez esta venda X?
    • Quais os dados de contato da empresa Y?
  • Com o tempo essa tecnologia torna-se um pouco limitada necessitando a mudança de visão, gerando a necessidade pela adoção de sistemas mais específicos (CRM, ERP, ECM, HCM, SUPPLY, etc). A visão corporativa e de geração de informações fica evidente para saciar os diversos níveis da empresa. Surgem os pequenos relatórios e demonstrativos das operações que abrem os olhos e engradecem as equipes, além dos dados terem se tornado em informação. Perguntas mais complexas nascem das reuniões gerenciais:
    • Qual o ticket médio de vendas?
    • Quais os melhores vendedores?
    • Relatórios de pedidos atrasados;
    • Demonstrativos de rendimentos automáticos dos colaboradores;
  • Eis que surge a necessidade por uma inteligência, seja para melhorar sistemas atuais, descobrir potencialidades, ou projetar os caminhos para o amanhã. Estas pequenas iniciativas lutam contra as equipes internas por sistemas de BI, Integradores, Business Discovery, Big Data, etc. A informação começa a tornar-se o conhecimento e abre o horizonte da empresa para novos negócios, tomadas de decisões assertivas e dinâmicas:
    • Qual produto possui a melhor rentabilidade nos últimos meses?
    • Se continuarmos com esse volume de vendas, qual será nossa previsão de faturamento?
    • Em quais regiões possuo mercado potencial e pouca participação atualmente?
    • Qual o perfil dos meus colaboradores operacionais em relação aos seus respectivos gestores para traçarmos uma melhoria contínua?
  • A novidade do mercado, e que muitos estão migrando, são soluções de análise preditiva, IA, Machine Learning, scripts complexos. A visão do futuro, os cenários hipotéticos e derivações de comportamento fazem o desenvolvimento das áreas de pesquisas nas corporações.

   Em cada estágio ou ciclo, a empresa passou por mudanças e teve que se transformar.  Diversas barreiras foram transpostas (culturais, estruturais, até mesmo de gestão) e exigiu equipe qualificada para atuação. Conhecer a história da empresa foi fundamental para cada ciclo, assim como a exatidão da origem das informações.

     Agora, a pergunta que merece a discussão e avaliação de cada um, é simples:

      Em que estágio minha empresa está? Como podemos dar um salto para o amanhã?

     Lembrem-se da empresa de máquinas de escrever e dos digitadores

 

Ricardo Gerhard

Qlik Consultant

ITIL/MCSE/Citrix/Cisco